segunda-feira, 15 de junho de 2015

Razões porque eu não curto as festas juninas evangélicas - Por Renato Vargens

Existe uma linha extremamente tênue entre contextualização e sincretismo religioso. Na verdade, ouso afirmar que não são poucos aqueles que no afã de contextualizarem a mensagem sincretizaram o Evangelho. 


Antes de qualquer coisa, gostaria de afirmar que acredito na necessidade de que contextualizemos a mensagem da Salvação Eterna, sem que com isso, negociemos a essência do evangelho. O problema é que devido a "gospelização" da fé, parte da igreja brasileira começou a considerar todo e qualquer tipo de manifestação cultural ou religiosa como lícita, proporcionando com isso a participação dos crentes em eventos deste naipe, desde que portanto, houvesse  mudança de nomenclatura.  Nessa perspectiva, apareceram as baladas, festas  e boates gospel, como também os arraiais evangélicos.

Diante do exposto, gostaria de ressaltar de forma prática e objetiva as principais razões porque não considero lícito ou adequado cristãos organizarem ou participarem de arraiais evangélicos:
1-) O Background  histórico das festas juninas são idólatras, onde o objetivo final é venerar os chamados “santos católicos”.
Bom, ao ler essa afirmação talvez você esteja dizendo consigo mesmo: "Há, tudo bem, eu concordo, mas a festa junina que eu vou não é católica e sim evangélica, portanto, não rola idolatria." 

Caro leitor,  o fato de transformarmos uma festa idólatra numa festa gospel, não a torna uma festa legitimamente cristã.  Do ponto de vista das Escrituras é preciso que entendamos que não fomos chamados a imitar o mundo e sim a transformá-lo.


2-) Um outro ponto que precisa ser considerado é que ao criarmos uma festa junina evangélica sem que percebamos estamos contribuindo com a sincretização do evangelho. Um dos graves problemas da igreja ao longo da história sempre foi a sincretização da fé.

3-) Em terceiro lugar acredito que a participação, bem como organização de festas juninas por parte dos cristãos aponta efetivamente para a "mundanização" da igreja. Paulo, em Romanos, nos ensina a não nos conformarmos com este século, (Romanos 12:1-2), o que significa nada mais, nada menos do que tomar a "forma" desde mundo.

4) Festa Junina não é evangelismo. Festa junina é paganismo. No afã de evangelizar, parte da igreja brasileira tem se aproximado de conceitos anticristãos, negociando assim, valores que jamais deveriam ser negociados. Talvez alguns estejam dizendo consigo mesmo: "O importante é que dá certo, por isso não vejo problemas em participar de uma festa junina. Quantos incrédulos não vão a esses eventos?" Ora, como já escrevi inúmeras vezes, o fato de uma coisa dar certo, não significa que ela esteja certa. Entretenimento nunca foi a melhor estratégia usada para a evangelização.

Diante do exposto não possuo a menor dúvida em afirmar que as igrejas que organizam festas juninas com danças, vestes caipiras e outras coisas mais, romperam a linha limite da contextualização embarcando de cabeça no barco do sincretismo.

Isto, posto, me parece coerente e sábio que  em situações deste tipo apliquemos a orientação paulina que diz:  "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." 1 Coríntios 10:22-23





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